Projeto 12:30 promove apresentação da Banda ‘Brass Groove Brasil’ no Experimenta UFSC nesta quarta-feira, dia 30
Nesta quarta-feira, dia 30 de outubro, a banda “Brass Groove Brasil” traz seu som para o palco do Projeto 12:30. A apresentação faz parte da programação da quarta edição do Experimenta UFSC. O repertório do show traz uma mistura de gêneros musicais como o samba, o funk, o ijexá, o baião e o maracatu. O evento é gratuito e aberto à comunidade, e acontece ao lado do Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, às 12h30.
O Experimenta é a semana de arte da UFSC, e busca mostrar as produções dessa área realizadas dentro da Universidade. Sua quarta edição tem como tema “Experimenta: (n)a luta”, ressaltando a luta em defesa pelo ensino superior público, gratuito e de qualidade.
A banda
A “Brass Groove Brasil” surgiu com o objetivo de colocar os instrumentos de sopro em destaque. Em geral, eles apenas compõem bandas, mas nesse grupo compacto e contemporâneo, assumem papel principal. A identidade musical vem da reunião dos sons do samba, funk, ijexá, baião e maracatu, e de grandes nomes da música, como Pixinguinha e Moacir Santos. Suas músicas autorais e releituras promovem um diálogo entre melodia e contraponto.
Desde 2014, participaram de diversos festivais e concursos, como o Jurerê Jazz Festival, o 1º Festival Internacional de Vinho e Jazz e a 16ª Mostra SESC Cariri de Culturas. Em 2015, o grupo foi escolhido pelo Circuito SESC de Música para realizar apresentações em 25 cidades catarinenses. Durante a turnê, desenvolveram o projeto “Estrada Criativa”, compondo uma música para cada localidade visitada.
Também foram contemplados com o Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura 2014/2015. O prêmio permitiu a gravação do seu primeiro CD, “Sopro Brasileiro”. A produção foi considerada “Melhor Álbum Instrumental” de 2015 no 3º Prêmio da Música Catarinense.
Integrantes
Jean Carlos (trompetista, compositor e arranjador) — Natural de Imaruí (SC), o estudante de Música da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) foi o idealizador dos primeiros arranjos da banda. Atua, há dez anos, como professor da Sociedade Musical União Josefense. Ele ganhou o prêmio de melhor composição no Festival da Música e da Integração Catarinense (FEMIC). Fez participação na gravação de CD’s e DVD’s de Luiz Gustavo Zago, Marco Oliveira e Sociedade Soul, por exemplo. Também se apresentou com Linsey Alexander, J.J. Jackson e a Camerata de Florianópolis.
Rafael Calegari (compositor e contrabaixista) — Nascido em Tubarão (SC), graduou-se em Música pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Trabalhou com artistas consagrados, como Luiz Melodia, Elza Soares, Paula Lima, Sandra de Sá, Luciana Mello e Max de Castro. Em estúdio, já participou da gravação de mais de 70 discos. Atualmente, ministra workshops sobre contrabaixo e prática de conjunto. E faz parte dos grupos: Brass Groove Brasil, Trama Trio, e Rivo Trio Samba Jazz.
Braion Jhonny (saxofonista alto, barítono e clarinetista) — O músico, natural de Blumenau (SC), começou a se envolver com a música aos seis anos, através da Banda Municipal de Blumenau, em que permaneceu até os 16. Indo do Pop ao erudito, fez parte da banda Urubules, do grupo Estatura Mediana, com o qual rodou o Brasil, e fez parte da orquestra de bailes Volare’s Band. Foi o primeiro clarinetista da banda Sinfônica da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). Hoje, além de participar da Brass Groove Brasil, toca com o Quinteto de Saxofones PercuSax e com a trupe vocal Cantando Por Aí. Também é um dos idealizadores do projeto DAFAIA.
Fábio Mello (instrumentista (saxofonista]e compositor) — Seu contato com a música foi aos oito anos, e o levou a cursar Música na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), em 2000. Quatro anos depois, entrou para o Conservatório Musical de Tatuí (SP), para cursar Saxofone/MPB e Jazz. Já fez parte de vários conjuntos, como o grupo Ritmos Brasileiros, o Quebrando Galho e a Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (OSSCA). No ano de 2008, junto com João Francisco Corrêa, realizou uma pesquisa das técnicas interpretativas no Choro. Já em 2013, seu projeto “Choro a Quatro” recebeu o Prêmio Funarte de Música Brasileira e o apoio do Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura (SC). Atualmente, faz parte do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), criando arranjos e composições baseados em ritmos brasileiros e investigando o conceito de Paisagem Sonora no contexto da educação musical. Além de participar de um projeto de pesquisa (CNPq) que investiga estratégias de notação para música contemporânea, orientado pelo professor Acácio Piedade.
Marco Aurélio (trombonista) — Natural de Florianópolis (SC), participou da Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (OSSCA), da Orquestra Sinfônica de Florianópolis, da Camerata Florianópolis e do Septeto Instrumental Metal Brasil, por exemplo. Além de ter tocado com artistas como Moacyr Luz, Toninho Gerais, Nelson Sargento e Elza Soares. Em 2013, participou como trombonistas de gravações da novela “Gabriela”, da Rede Globo. Recentemente, participou da turnê brasileira da cantora norte-americana Melvia “Chick” Rodgers. Além de ministrar aulas de trombone para alunos de todo o estado de Santa Catarina.
Carlos Schmidt (trombonista, eufonista e tubista) — O florianopolitano começou seus estudos na música em 1995, na UDESC. Fez parte da Orquestra Sinfônica de Santa Catarina, da Big Band da UDESC e da Ilha Big Band. Atuou como professor da Sociedade Musical Filarmônica Comercial, como regente da Banda Marcial do Continente e da Banda de Metais e Percussão Terra Firme. Organizou a 1ª, a 2ª e a 3ª Conferência Regional-Sul de Tubas e Eufônios. Em 2013, recebeu o Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura, pelo projeto “Bombardino no Choro”.
Alexandre Damaria (percussionista) — Natural de Florianópolis (SC), atua como músico profissional desde 1996. Em 2000, foi aluno de Marcos Suzano (pandeiro brasileiro) e de Guilherme Gonçalves (baterista), na capital carioca. Fundou o grupo Tijuquera. Num período de dois anos e meio, integrou o projeto Rio Maracatu, atuando como professor. Já em 2011, lançou o livro “O Berimbau”, como coautor. Dois anos depois, fez parte do Rhythm World 23, promovido pelo Chicago Human Rhythm Project, como percussionista do grupo de sapateado Cia Trupe Toe. Hoje, cursa a Escola Livre de Música, aprendendo mais sobre percussão. Além de ministrar aulas de música e integrar grupos de chorinho, samba, salsa e maracatu.
Cristiano Forte (baterista) — Cristiano, desde 1990, é baterista profissional. É pedagogo com pós-graduação em música. Em sua carreira, recebeu vários prêmios, como 1º Batuka, Concurso de Instrumentistas do Conesul , e fez publicações em revistas brasileiras e internacionais, como a “Modern Drummer”. Sua discografia conta com a participação em mais de 50 gravações, em diversos estilos musicais. Atua como professor de bateria há mais de 20 anos. Além de ter protagonizado o projeto “FORTES” ventos, com o qual viajou por mais de 30 mil quilômetros de moto pela América do Sul, levando sua minibateria.
Edilson Forte Graciano (pianista e tecladista) — Natural de Ourinhos (SP), mais conhecido por Tatu, é formado pelo Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos. Participou de diversos conjuntos musicais, como o Mente Clara, o grupo de Arnou de Melo e o Quarteto Rio Vermelho. Trabalhou na empresa SP3 como diretor musical, tecladista e pianista em transatlânticos na Europa. Também participou da composição das trilhas do espetáculo Aqua do Parque Beto Carrero World. Em 2011, participou do espetáculo “Com que roupa” de Noel Rosa, como pianista, tecladista e diretor musical. No ano seguinte, fez parte do XXI Festival de Jazz em Lima, no Peru. E integrou os shows do Acústico Brognoli em homenagem à Elis Regina. Já em 2016, integrou o Torino Jazz Festival e realizou diversas apresentações na Itália e na Espanha. Atualmente, vive em Joinville (SC), onde ministra aulas de piano e práticas em conjunto pela escola “Arte Maior Joinville”, e toca com diversos músicos e conjuntos musicais, participando de festivais e turnês.
Projeto 12:30
Realizado pelo Departamento Artístico Cultural (DAC) da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Projeto 12:30 apresenta, quinzenalmente, às quartas-feiras, durante o período letivo, atrações culturais gratuitas, como música, dança e teatro, junto à Praça da Cidadania, ao lado do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, no campus da Trindade. E neste semestre, mensalmente, estará presente também no Centro de Ciências Agrárias da UFSC, no bairro Itacorubi. Para além de atrações musicais, o Projeto 12:30 pode receber outras linguagens artísticas, como dança e teatro de rua, desde que compatíveis com a infraestrutura disponível. Artistas e grupos interessados em se apresentar no Projeto devem entrar em contato com o DAC pelos telefones (48) 3721-2497, 3721-9447 e 3721-3853 / www.dac.ufsc.br – pelo e-mail: 
Serviço
O quê: apresentação da banda “Brass Groove Brasil”.
Quando: dia 30 de outubro de 2019, quarta-feira, às 12h30min.
Onde: Projeto 12:30 / Experimenta 2019 em frente ao Centro de Cultura e Eventos, Praça da Cidadania, Campus da UFSC, Trindade, Florianópolis (SC).
Quanto: Gratuito e aberto à comunidade.
Contato artista: http://brassgroovebrasil.com/
Contato: Projeto 12:30: Departamento Artístico Cultural (DAC) / Igrejinha da UFSC, Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis / (48) 3721-2497, 3721-9447 e 3721-3853 / www.dac.ufsc.br / E-mail: 
Experimenta 2019: https://secarte.ufsc.br/experimenta/
Confira a Programação Completa do Experimenta 2019 no link
https://secarte.ufsc.br/experimenta/experimenta-programacao/
Leon Ferrari / Bolsista Acadêmico de Jornalismo/ DAC/SeCArte/UFSC / com texto e foto da banda
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EXPERIMENTA 2019: “Dona Maria, a Louca”
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EXPERIMENTA: (N)A LUTA
31/10/2019 (quinta-feira) às 20 horas
Espetáculo “Dona Maria, a Louca” será apresentado no Teatro da UFSC, na programação do EXPERIMENTA. A peça esteve no palco do mesmo teatro em março deste ano.
O espetáculo “Dona Maria, a Louca”, do autor, ator e diretor catarinense Antônio Cunha será apresentado no dia 31 de outubro, quinta-feira, às 20 horas, no Teatro da UFSC (ao lado da Igrejinha). Os ingressos são gratuitos. O monólogo retornou ao palco, em leitura dramatizada, neste ano em que se comemoram os 20 anos de estreia da peça, e retorna mais uma vez ao palco do Teatro da UFSC agora na programação do EXPERIMENTA, projeto da SeCArte/ UFSC que, além de outros parceiros, conta com o Departamento Artístico Cultural (DAC)/SeCArte da UFSC.
SINOPSE
Terras do Brasil, fevereiro de 1808. Salpicando os portos desde a Baía de Todos os Santos até a Baía da Guanabara, surge em frangalhos à frota que, saída de Lisboa às pressas na manhã de 27 de novembro de 1807, pelas águas providenciais do Tejo, rasgara desordenadamente o Oceano Atlântico, trazendo consigo todas as gentes nobres de que se tem notícia, e com essas gentes todo ouro e prata, toda pedra e outras riquezas que mais não vieram por falta de espaço.
Causara a debandada, a invasão de tropas vindas da França por ordens do Imperador Napoleão I, com intuitos de subjugar à força o Reino de Portugal, que, por penhor à Inglaterra, resistira à decretação do Bloqueio Continental. À frente da grotesca esquadra, a Real Família Bragança: o príncipe regente Dom João, a princesa Dona Carlota Joaquina, os seus filhos Pedro e Miguel, ainda outras suas filhas, e, por fim, a velha soberana, a rainha Dona Maria I, que já fora chamada “a piedosa”, agora a rainha louca, de mente desordenada.
Aos 74 anos, a senhora soberana aporta em terras tão longínquas quanto estranhas. Relutante em descer da embarcação, permanece por quase três dias à porta de um mundo com o qual travava, durante toda a sua vida e seu reinado, uma relação tão próxima pelo que dele recebia, via e ouvia, e ao mesmo tempo tão distante pelo que dele imaginava em seus momentos de lucidez ou de loucura.
A visão dantesca do Brasil que Dona Maria constrói a partir da janela de seu camarote remonta à visão dos primeiros colonizadores, e que, resguardada a distância dos 300 anos que os separam, pouco mesmo se teria evoluído. Presa na teia das concepções em voga, Dona Maria, por vezes, enquadra o Brasil que está à sua frente nas mesmas categorias as quais se utilizam os seus contemporâneos para a ela mesma enquadrar. Dona Maria vê estranheza, desordem, insanidade diante de si, exatamente o que veem os seus súditos quando diante dela.
Para Dona Maria “a louca”, o mundo que ora se lhe apresenta é intrigantemente “louco”. Neste cenário, onde, solitária e distante das regras que permeiam a sua condição de monarca, espectadora privilegiada e ao mesmo tempo personagem principal, Dona Maria revisita a sua própria tragédia.
Sobre a peça, segundo o ator e diretor
“Dona Maria, a Louca” foi escrita por Cunha, entre 1998 e 1999, com a colaboração da historiadora Ivonete da Silva Souza na pesquisa histórica e, em meados de 1999, estreou em Florianópolis, numa montagem do Grupo de Teatro O Dromedário Loquaz, com atuação premiada da atriz Berna Sant’Anna, direção de José Pio Borges, cenário e iluminação do saudoso Sylvio Mantovani e música composta pelo maestro Carlos Alberto Vieira.
As primeiras apresentações ocorreram no Teatro da UFSC em evento acadêmico, e, em seguida, a peça fez temporada no Teatro da UBRO, logo após a sua reforma, porém, antes da inauguração. Em 2002 o texto recebeu montagem em São Paulo, com a atriz Marisa Hipólito sob a direção de Jairo Maciel, e em 2011 estreou em Portugal, com atuação e direção da grande atriz portuguesa Maria do Céu Guerra.
A montagem portuguesa, que garantiu a Maria do Céu o prêmio nacional Santareno de melhor atriz de teatro de 2011, fez longa carreira de sucesso naquele país e excursionou por Santa Catarina e Rio de Janeiro, em 2012. A peça foi publicada pelo autor em 2004, juntamente com outras duas, no livro Três D(r)amas Possíveis.
Segundo o diretor da peça, raramente a comunidade tem a oportunidade de assistir à leitura de uma obra feita pelo próprio autor. Isto é comum em outros países, mas raro no Brasil. O espetáculo é uma forma de apreciar e ter contato com o texto artístico elaborado sobre bases históricas sólidas. É teatro, é literatura, é história, é reflexão, é passado e é presente. É a atemporalidade que só a arte consegue estruturar e expor.
Sobre o diretor
Antônio Cunha é dramaturgo, diretor e ator e tem o seu nome vinculado a diversas produções de companhias teatrais como os Grupos Armação e O Dromedário Loquaz, de Florianópolis. Formado em Sociologia pela UFSC, dedica-se às Artes Cênicas há 40 anos. Sua formação na área é autodidata.
Durante esse tempo, com esforço particular, tem buscado e pesquisado o material necessário para a sua formação, participando de encontros, debates, publicações e produções na área. São de sua autoria, além de “Dona Maria, a Louca”, as peças “As Quatro Estações” e “Flores de Inverno”, as três publicadas no livro “Três Dramas Possíveis”, bem como “Contestado – A Guerra do Dragão de Fogo Contra o Exército Encantado”, “Eu Confesso!” e “Crime”.
Como ator, tem passagens pelo teatro e pelo cinema catarinense. Como diretor de teatro, assinou a montagem de várias peças suas e de outros autores, como “Uma Visita” (do alemão Martin Walser), “Sonho de Uma Noite de Velório” e “Sopros de Paz e Guerra” (ambas de Odir Ramos da Costa).
Nos anos 1980 recebeu prêmios locais como autor, diretor e ator. Em 1999 recebeu o Prêmio Plínio Marcos de Dramaturgia no Festival Nacional de Teatro de Lages (SC) pelo texto Dona Maria, a Louca. Desde 2016 é presidente da Academia Catarinense de Letras e Artes – ACLA.
Alguns comentários sobre a peça:
“O texto ‘Dona Maria, a Louca’, objeto de montagem recente do Grupo Dromedário Loquaz, e agraciado com o prêmio de dramaturgia Plínio Marcos, no 25º Festival de Teatro de Lages, em novembro último, revela o avanço alcançado pelo dramaturgo Antônio Cunha em sua trajetória”. (de Artigo de Eliane Lisboa – Anexo – Jornal A Notícia – 2000)
“A sua peça é um Hamlet sem o benefício da dúvida”. (Tereza Rachel, atriz, em carta ao autor)
“Para nós que adoramos esta Terra, o seu passado, as suas histórias, a nossa Lisboa, o nosso futuro, o nosso presente por pouco sorridente que ele nos pareça, esta peça maravilhosamente escrita por António Cunha, um brasileiro de Florianópolis, não nos vai deixar iguais. Estudando a fundo a “loucura” de D. Maria I, ele fez o apaixonado texto que a nossa rainha merecia. E o público terá oportunidade de conhecer melhor a 1ª mulher que ocupou o trono, não como consorte, mas reinando de facto em Portugal.” (Grupo A Barraca – Lisboa – Portugal – 2011).
“PENSO, LOGO PECO: D. Maria, a Louca de Maria do Céu Guerra n’A Barraca, com um excelente texto de Antônio Cunha. (…) aqui claramente está Lady Macbeth a lavar as mãos, esta não do sangue do crime mas da sujidade da culpa que a água benta teima em não limpar. Seria interessante seguir o tema da sujidade no texto (“Se vazia fosse, pura seria”). Aliás, este texto é uma prenda oferecida ao público (…)” (A Mesa de Luz – blog – Portugal – 2011)
“O TEATRO POPULAR ESTÁ VIVO: A Barraca tem agora em cena “D. Maria, a Louca”, uma peça do autor brasileiro António Cunha (…) A encenação e a interpretação são da responsabilidade de Maria do Céu Guerra. A encenação é sóbria mas adequada ao acompanhamento da peça, enquanto a interpretação que se estende a solo por cerca de 100 minutos, é verdadeiramente notável. Em tempos da “ditadura do audiovisual”, o teatro popular mostra que está realmente vivo e esta tão recomendável peça, é a prova disso!” (Rua dos Navegantes – blog – Portugal – 2011)
“A Louca… Onde estão os loucos? Quem são os loucos? Por que são loucos os loucos? São apenas algumas questões que trazemos na mente e na bagagem, depois de sermos agarrados pela magnífica interpretação de Maria do Céu Guerra. Uma peça que prima pela simplicidade no cenário e uma enorme complexidade interpretativa. Maria do Céu Guerra interpreta a rainha Dona Maria I. Em vários momentos de insanidade da rainha, somos levados a refletir, na imposição monárquica, na ganância individual e coletiva, assim como a relação entre religião e monarquia. Somos levados ao ser humano que se encontra por detrás da cortina da rainha… Um monólogo de duas horas. Um texto de uma complexidade colossal. Uma interpretação brilhante!!(MyOtherside-Sutra – blog – Portugal – 2011)
“Eu adoraria que essa peça fosse portuguesa; não é, é brasileira, olha, é brasileira, porque eu acho que a D. Maria I merecia que essa peça fosse feita por portugueses, e nós não a fizemos.” (Maria do Céu Guerra – Entrevista para Revista Osíris – M. Vasques e R. da Cunha, 2012).
“O dramaturgo catarinense ao fazer o retrato de uma rainha louca/lúcida se integra ao novo pensar sobre o passado da coroa portuguesa. Mas, a esse autor coube a primazia de criar uma obra teatral que refaz esse percurso pelo sensível.” (Vera Collaço – O corpo senil de dona Maria I na composição cênica de Berna Sant’Anna – Artigo apresentado no XXVII Simpósio Nacional de História, 2015).
SERVIÇO:
O QUÊ: Apresentação do espetáculo teatral “Dona Maria, a Louca”, Grupo Armação
QUANDO: dia 31 de outubro de 2019, quinta-feira, às 20 horas
ONDE: Teatro da UFSC (ao lado da Igrejinha), Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis (SC).
QUANTO: Gratuito e aberto à comunidade..
DURAÇÃO: 80 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos
Veja mais sobre o Experimenta no site do evento:
https://secarte.ufsc.br/experimenta/
Veja a Programação Completa do Experimenta 2019 no link
https://secarte.ufsc.br/experimenta/experimenta-programacao/
Experimenta: (N)A LUTA | Semana de Arte da UFSC https://www.facebook.com/events/690656994745300/
Clóvis Werner/DAC/SeCArte/UFSC, a partir de release de Matheus Bonfim/ex-Estagiário de Jornalismo no DAC, com textos e fotos da direção do espetáculo








