Exposição fotográfica “Retratos do Parkinson”, no Hall da Reitoria da UFSC

21/11/2019 01:25

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A exposição fotográfica “Retratos do Parkinson – onde o amor anda de mãos dadas”, autoria de Micheline Souza Zolet, abre à visitação pública no Hall da Reitoria da UFSC, nesta quarta-feira, 27 de novembro, e fica aberta até o dia 12 de dezembro, de segunda a sexta-feira, das 8 às 19 horas.

Das inúmeras fotografias produzidas, a exposição apresenta cerca de 28 fotografias com dimensões de (50×60)cm,  6 móbiles com 160 fotografias de (10×15)cm e mais um varal fotográfico com 40 fotografias com dimensões de (20X21)cm.

Projeto fotográfico

O projeto “Retratos do Parkinson – onde o amor anda de mãos dadas”, iniciou quando a professora Dra. Alessandra Swarowsky Martin/UDESC, coordenadora do projeto de Iniciativa Brasileira de Reabilitação na Doença de Parkinson-BPARKI, viu Micheline fotografando a própria mãe nas atividades do grupo. Assim, ela foi convidada para fazer o registro fotográfico das atividades do grupo para um possível varal fotográfico em homenagem ao dia Internacional de apoio ao portador de Parkinson. Embora argumentasse que era apenas fotógrafa “amadora”, a professora e o grupo alegaram que queriam uma pessoa implicada com os cuidados aos portadores de parkinson para fazer o trabalho e, ao analisarem as fotografias, disseram que as imagens da fotógrafa estavam adequadas e poderiam ser expostas no varal agendado.

Assim, a mostra, em formato de varal fotográfico, foi realizada no Parque Ecológico do Córrego Grande, em Florianópolis, em 14 de abril deste ano, em homenagem ao dia 11 de abril, Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson. Uma segunda exposição foi apresentada no formato de painéis fotográficos, com uma interação artística com móbiles fotográficos em harmonia com origamis de flores de tulipa (flor símbolo da doença de Parkinson), nos dias 6 a 8 de junho, no 5º Encontro Catarinense sobre a Doença de Parkinson, unidade SESC-Cacupé, em Florianópolis. A terceira exposição ocorreu na cidade de São Paulo, no 1º Curso Internacional para Enfermeiros em doença de Parkinson e outras DM, nos dias 24 a 26 de julho de 2019, no Conselho Regional de Enfermagem-Coren/SP. Agora, já em quarta edição, a UFSC recebe uma exposição sobre o tema.

O projeto fotográfico se vincula a projetos de apoio aos parkinsonianos desenvolvidos em parceria com a UDESC e a UFSC nos seus centros de fisioterapia e educação física (UDESC) e curso de fonoaudiologia (UFSC).

Sobre a fotógrafa, por ela mesma

Tenho 46 anos, sou de 11 de setembro de 1973; fiz curso técnico em enfermagem, não possuo nível superior. Queria muito estar estudando fotografia, mas hoje sou cuidadora dos meus pais que, além de idosos, minha mãe tem Parkinson, e agora o Alzheimer está avançando em uma velocidade não esperada, e meu pai é cardíaco e está com uma demência ainda não diagnosticada; neste momento não existe possibilidade de voltar aos estudos, tenho que cuidar deles com o carinho e a atenção que merecem, o que faço com amor e dedicação.

Iniciei na fotografia quando realizava um curso de bombeiro comunitário em Florianópolis, realizado pelo Bombeiro Militar de Santa Catarina, e buscava registrar as atividades do grupo sem equipamento adequado; no ano de 2010, fui presenteada pelo grupo com uma máquina profissional que passei a usar e registrar imagens da ilha (em Florianópolis) onde nasci e sou apaixonada pelo lugar.

Autodidata por opção, somente em 2015 realizei meu primeiro curso básico na Escola de Fotografia Áurea, e em 2019 cursei na UFSC, no Departamento Artístico Cultural (DAC), o Curso de Fotografia com Sabrina Nicolazzi. A fotografia faz parte da minha vida desde a infância, pela curiosidade no processo de registrar imagens, eternizando momentos, e, no decurso do meu tempo vital, busquei trabalhar por onde passei com uma prática de inclusão e solidariedade, sendo técnica de enfermagem, depois bombeira comunitária e voluntária no projeto de parkinson, doença que, uma das primeiras dificuldades para a maioria dos portadores, é controlar os movimentos, evoluindo para uma degeneração da memória; busquei registrar assim pessoas com essas dificuldades, participando das suas vivências diárias, fazendo parte das suas dores e, através da fotografia, poder colaborar com os cuidados e eternizar momentos para contribuir com a conscientização dos cuidados de seres humanos, o que me realiza enquanto pessoa.

Agradecimentos:

Aos pais Sra. Zilma I. de Souza e Sr. Silvio de Souza
Ao esposo Luiz C. C. Zolet
Aos filhos Amanda C. Vieira e Luiz P. S. C. Zolet
A todos os portadores de parkinson retratados nesta exposição
Professora Alessandra Swarowsky (BPARKI/UDESC)
Professora Adriana Coutinho de Azevedo Guimarães (CEFID/UDESC)
Ministrante de fotografia Sabrina Nicolazzi (DAC/SeCArte/UFSC)
Amícia Parreira Martins (Coord. Galeria de Arte/DAC/SeCArte/UFSC)
Só Click – Impressos Fotográficos
A exposição conta com o apoio do Departamento Artístico Cultural/Secretaria de Cultura e Arte/Universidade Federal de Santa Catarina.

Serviço:

O quê: Exposição fotográfica “Retratos do Parkinson – onde o amor anda de mãos dadas”, autoria de Micheline Souza Zolet
Quando: Visitação pública: de 27 de novembro até 12 de dezembro (2019), de segunda a sexta-feira, das 8 às 19 horas
Onde: Hall da Reitoria da UFSC – Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima, Trindade, Florianópolis (SC)
Quanto: Gratuito e aberto à comunidade
Contatos: Fotógrafa: Facebook – Página: @retratosdoparkinson /// Instagram – @mizolet – @retratosdoparkinson
Departamento Artístico Cultural (DAC)/SeCArte da UFSC: (48) 3721-7233, 3721-9447 — www.dac.ufsc.br

[CW]DAC/SeCArte/UFSC com texto e fotos da fotógrafa

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21/11/2019 01:24

Aula Aberta em alusão ao Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, no Teatro da UFSC, das 18h30 às 22h. Clique na imagem e saiba mais.

Lançamento do documentário ‘Ratones: Vidas e Lidas’ no Teatro da UFSC, nesta segunda, 25/11

21/11/2019 01:14

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Seu Divo com câmera. Foto de Maurício Muniz

Um pouco da história de Ratones, distrito de Florianópolis, no norte da Ilha de Santa Catarina, contada por alguns de seus protagonistas. Histórias e memórias de antigos moradores que vivenciaram afazeres de uma comunidade isolada até os anos 1970, mesmo situada a 20 km do centro da capital do estado. Esse o foco do documentário “Ratones, Vidas e Lidas”, realizado por Leani Budde e Maurício Muniz que será apresentado dia 25 de novembro, às 20 horas no Teatro da UFSC (ao lado da Igrejinha), com entrada franca.

Ao relatar lembranças, homens e mulheres relembram o trabalho desde crianças no cultivo da mandioca, nas farinhadas, na pesca de subsistência; se emocionam ao relatar o Terno de Reis, tradição abandonada há 30 anos. Mulheres contam das benzeduras que ajudavam os moradores num tempo em que ir ao médico era para poucos, o acesso à cidade feito  em carro de boi. A narrativa se desenrola, e em seus depoimentos vislumbra-se um outro tempo, as entrelinhas permitem ler várias questões sociais e culturais.

O documentário foi idealizado por Leani e Maurício a partir da percepção da necessidade de colher os saberes de pessoas idosas da comunidade, e por isso começou em 2017 como trabalho voluntário de ambos. Em 2018, o projeto foi apresentado no Edital de Cultura da Fundação Cultural Franklin Cascaes e contemplado com recursos, sendo finalizado recentemente e exibido de forma gratuita em vários locais.

O vídeo foi apresentado numa sessão especial para a comunidade de Ratones, e, segundo os realizadores, o resultado foram comentários emocionados, pelo reconhecimento de uma vivência comum e antes pouco valorizada. Uma pré-estreia foi realizada na Casa da Memória e agora o documentário esta sendo lançado no Teatro da UFSC para toda a comunidade.

Sobre os realizadores do documentário

Maurício Muniz

Artista visual autodidata, Mauricio Muniz começou em 1968, aos 12 anos, expondo ilustrações no III Salão Lageano em Lages SC. Seu material de trabalho é qualquer objeto ou suporte, tela ou instalação, tinta, papel, vidro ou metal. Curiosidade e improvisação. Pintor, ilustrador, escultor, artista gráfico, cenógrafo, diretor de arte, dirige e produz vídeos e ministra oficinas. Buscando essa ordem na desordem, Mauricio tem obras no Brasil, no acervo do Museu de Arte de Santa Catarina, no acervo da Universidade Federal de Santa Catarina, nos Estados Unidos, França e Itália. Já expôs em São Paulo, Florianópolis, Vermont, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e Brasília. Integrando o Grupo ArtMOsfera, em 1984 participou da Mostra Catarinense no MASC com uma instalação urbana. Na ACAP em 85 o grupo fez uma instalação inflável que se expandiu para pontos notáveis da cidade.

Desconstruir referências… e iniciar outras. Em 2008, na coletiva “Lestada e a Desconstrução”, na Fundação Cultural Badesc em Florianópolis, as obras apontam para a ambivalência na ordem que impomos à cidade. A verticalização desordenada e a possibilidade de afundar a cidade-ilha.  Em 2012, uma instalação urbana em um evento do Museu Vitor Meireles chamado “Mar Pra Quê?”, um naufrágio no meio da rua com o nome de “Inundação”, a cidade inunda o mar. A mostra mais recente, Processos Construtivos, foi com pinturas em grande formato de uma série chamada “Através”. São imagens que têm referência nas imagens de microfilme, um processo onde documentos são arquivados através de negativos, e são as microfilmagens de intervenções de censores nos jornais dos anos da ditadura,  com todos os sentimentos  que são parte do conjunto de quadros de tecido sintético negro e tinta automotiva. Desde 2011, participa de oficinas de vídeo e teatro “curtas com equipamento de baixo custo” para adolescentes em Santo Antônio de Lisboa, através do Ponto de Cultura Pescadores de Cultura.

Leani Budde, por ela mesma

Sou Leani Budde, 55 anos, formada em jornalismo pela UFSC, em 1985. Também cursei Psicologia na Univali e tenho mestrado em Literatura/UFSC e fiz o doutorado interdisciplinar em Ciências Humanas na UFSC. É a primeira incursão minha na área de vídeo documentário depois de encontrar Maurício em atividade comunitária aqui do bairro [Ratones], onde ambos moramos, eu desde 2003. Como interessada em histórias de vida, tinha como intuito realizar entrevistas com antigos moradores para registrar a história em livro, mas como Maurício sugeriu fazermos em vídeo, área em que ele já tem experiência, começamos a gravar… [era preciso aproveitar a presença dos mais idosos] — quatro dos entrevistados já se foram agora. O trabalho teve maior impulso após a aprovação do projeto no edital da Fundação Franklin Cascaes. [Um desafio] foi que fizemos longas entrevistas e o número de entrevistados acabou sendo maior do que o previsto, o que aumentou em muito o trabalho de seleção e edição. Assim, decidimos nesse primeiro momento mostrar um panorama geral sobre Ratones de anos passados, falando basicamente da labuta diária, dificuldades de acesso a serviços, e um pouco da tradição, abordando o Terno de Reis. Mas temos material muito rico ainda a ser aproveitado para novos vídeos, talvez em forma de seriado por temáticas: farra do boi, bruxas e lobisomens, queda do avião em 1980, etc.

Comentários de Maurício Muniz sobre a produção

Em 2016, fiz uma oficina na AMORA (Associação de Moradores de Ratones), com a intenção de despertar o documentarista que se esconde em cada um, tendo em vista que moramos num lugar cheio de assuntos interessantes e com tantos jovens que desconheciam a história de seus antepassados. Foi lá que conheci pessoalmente a minha parceira nesse documentário, que é jornalista e escritora: Leani Budde. No ano seguinte, começamos a gravar com pessoas idosas mais antigas que viveram a época da ilha dentro da ilha. Logo cada entrevistado nos recebeu de braços abertos e gentilmente citava ou indicava outras pessoas, e acabamos gravando 24 entrevistas.

Usamos uma câmera Panasonic com três MOS, que tem excelente qualidade para pouca luz em 1080p (full HD). Eu uso essa câmera há 5 anos para projetos de baixo custo e ela dá conta do recado. Uso sempre, além dessa, uma Gopro 3 como segunda câmera para ter o registro aberto da entrevista. Uso como backup, para o som, um zoom H1, gravador digital com excelente qualidade. É um projeto que inicialmente teria 20 minutos, mas acabou com 38 em razão da quantidade de entrevistados.

Ficha técnica:
Ratones – vidas e lidas
Realização: Leani Budde e Maurício Muniz (Florianópolis, 2019)
Duração: 38´
Classificação Indicativa: Livre
Patrocínio: Fundo Municipal de Cultura de Florianópolis / Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes / Prefeitura de Florianópolis (Cultura, Esporte e Juventude)

Apoio: Associação dos Pescadores do Rio Ratones – APRR
Associação de Moradores de Ratones – AMORA
Departamento Artístico Cultural (DAC)/Secretaria de Cultura e Arte / Universidade Federal de Santa Catarina

Serviço:

O quê: Lançamento do documentário “Ratones: Vidas e Lidas” no Teatro da UFSC
Quando: dia 25 de novembro de 2019, segunda-feira, às 20 horas
Onde: Teatro da UFSC (ao lado da Igrejinha), Praça Santos Dumont / Rua Desembargador Vítor Lima, 117, Trindade, Florianópolis (SC).
Quanto: Gratuito e aberto à comunidade. (A capacidade do Teatro é de 108 lugares.)
Contato: Departamento Artístico Cultural (DAC) da UFSC – (48) e 3721-3853, 3721-9447 e 3721-6493 — www.dac.ufsc.br
Classificação Indicativa: Livre

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[CW]DAC/SeCArte/UFSC, com texto e fotos dos realizadores do documentário.

 

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Banda Rick Boy Slim se apresenta no Palco do Projeto 12:30 no CCA nesta quarta-feira, dia 20

19/11/2019 00:49

 

Rick Boy Slim. Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira, dia 20 de novembro, quem traz seu som ao palco do Projeto 12:30 no Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC é a banda Rick Boy Slim.  O repertório contará com músicas autorais do disco “Blues Sessions” e de outros cantores consagrados da música, como Stevie Wonder e Jimi Hendrix. A escolha de canções reflete a identidade sonora do grupo, que conta com uma mistura de gêneros musicais: Groove Funk, Blues, Rock dos anos 70 e Soul Music. O evento é gratuito e aberto à comunidade, e acontece no CCA da Universidade Federal de Santa Catarina, no bairro Itacorubi, em Florianópolis, às 12h30.

A Banda

Com 25 anos de estrada e palcos, a banda Rick Boy Slim passou por diversas composições. Atualmente, é formada por Rick, na voz e guitarra; Marcelo Gasparini, contrabaixo e voz, e Victor Bub, na bateria. O nome da banda carrega homenagens e a identidade do grupo. O Rick faz referência a Ricardo, o vocalista do grupo. O “boy” vem de Blues Boy King, compositor e guitarrista de blues estadunidense. Já o “Slim” homenageia o cantor, compositor e pianista de Blues dos anos 40, Memphis Slim. Entre seus trabalhos mais recentes, estão o videoclipe de “Para Uma Noite de Blues” e o álbum  “Blues Sessions”.

Projeto 12:30 no CCA

O Projeto 12:30, que vem sendo realizado há cerca de três décadas no campus da Trindade, já esteve presente em escolas públicas do estado, e neste ano realiza uma série de apresentações também no Centro de Ciências Agrárias da UFSC, no bairro Itacorubi,  a cerca de 3km da Trindade. Essa é uma forma de facilitar a aproximação da comunidade do CCA, e daquele bairro, de artistas e grupos artísticos que se apresentam na Universidade. As apresentações no CCA devem acontecer uma vez por mês, de agosto até o fim deste ano.

Serviço:

O quê: apresentação musical da banda “Rick Boy Slim”.
Quando: dia 20 de novembro de 2019, quarta-feira, às 12h30min.
Onde: Projeto 12:30, no CCA da UFSC, bairro Itacorubi, Florianópolis (SC).
Quanto: Gratuito e aberto à comunidade.
Contato: Projeto 12:30: Departamento Artístico Cultural (DAC) | Igrejinha da UFSC, Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis | (48) 3721-2497, 3721-9447 e 3721-3853 |  E-mail: — www.ufsc.br
Contato músico: http://instagram.com/rickboyslim/

Leon Ferrari / Bolsista Acadêmico de Jornalismo/ DAC/SeCArte/UFSC / com texto e
foto do músico

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Aula aberta em alusão ao Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, no Teatro da UFSC, às 18h30

19/11/2019 00:39

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Disciplina Artes Negras da Cena e Culturas de Matriz Africana, com Roberta Lira. Foto: Débora Zamarioli, 2019

As professoras e pesquisadoras Roberta Lira e Ana Paula Cardozo juntas oferecem uma aula aberta em alusão ao Dia da Consciência Negra (20 de novembro), no Teatro da UFSC, das 18h30 às 22 horas. Com a proposta “Consciência Negra /2019: desconstruindo e ocupando espacialidades”, a atividade “Vivências em Corporeidades Tradicionais Africanas e Cantos Negros: Tecnologias de (Re) Existências que Alimentam e Nutrem Almas numa proposta para Cena” é gratuita, aberta à comunidade, e as inscrições devem ser feitas por ordem de chegada, no local, com 30 minutos de antecedência.

Na aula aberta, as ministrantes realizarão atividades referentes aos seus trabalhos de pesquisa e de vivências afrodiaspóricas brasileiras com os troncos culturais Bantu e Yorubá, numa proposta para cena. Estes que dialogam em suas propostas e nos aspectos em comum existentes entre os mais diversos povos de África, por meio de seus valores civilizatórios e cosmovisões africanas..

Sobre os trabalhos de pesquisa das convidadas que irão compor a atividade:

Cantos Negros em Tradução: Tecnologias de (Re)Existências que Alimentam e Nutrem Almas

Na pesquisa e workshop desenvolvidos pela artista e pesquisadora Roberta Lira são trabalhados alguns caminhos de experimentações e vivências com o canto orgânico e as relações entre suas dinâmicas e a presença corporal  em performances e cenas sob a perspectiva afro-negra. Como o trabalho das atmosferas internas e externas,  das conexões e dos diversos elementos que sensibilizam, alimentam e nutrem a alma por meio das sonoridades e expressões de matriz africana. As propostas práticas e de conhecimentos ancestrais e teóricos visam possibilitar ampliar a consciência de suas corporeidades como oferecer possibilidades criativas nas performances cênicas ou cotidianas das pessoas participantes. Vivências de imersão coletiva com os cantos negros vissungos (Minas Gerais) e outros tradicionais e contemporâneos de matriz africana, identificados pela pesquisadora como Tecnologias de (Re)existência que Alimentam e Nutrem Almas, de herança ancestral. As memórias ancestrais africanas e afrodiaspóricas afrobrasileiras, assim como as produções contemporâneas em seus diferentes momentos e processos de desenvolvimento histórico das performance afro-negras , dão subsídios para os trabalhos da pesquisadora. Facilitando as reflexões sobre: cantares, corpos, existência, cosmovisões, atuação coletiva, traduzibilidade, oralidade, organicidade, histórias e valores ancestrais afros, colonialismo , raça, o lúdico, , os feminismos negros, dentre outros temas presentes nestes mundos e trabalho.  Esta pesquisa segue em desenvolvimentos na busca de caminhos de (re) existências à violência colonial contemporânea para sua superação, harmonização individual, coletiva, como para a contribuição na sustentabilidade planetária.

Vivência em Dança dos Orixás: Iyàgabà

Ìyagbà (lê-se yaba) – palavra de origem Yorubá que significa mãe senhora e faz menção ao poder ancestral feminino. Ìyagbà é o trabalho desenvolvido por Ana Paula Cardozo Silva, que intenta desenvolver o conhecimento dos valores tradicionais da cultura yorubá através da dança e do canto, entendendo que o corpo é veículo de asé (força vital) e de informação ancestral. A vivência aborda a cultura afro-brasileira e do oeste africano através dos ritmos, dos cantos e das danças, com especial enfoque aos valores civilizatórios presentes nessa matriz cultural como a coletividade, o cooperativismo, a ludicidade, a circularidade, a corporeidade, a energia vital (axé), o respeito, a oralidade e a territorialidade.

Sobre as ministrantes

Ana Paula Cardozo. Foto: Bruna Todeschini

Ana Paula Cardozo é graduada em Educação Artística pela Universidade do Estado de Santa Catarina(UDESC), 2006. Pesquisadora e professora de Danças, Corpoereidades e Culturas de Matrizes Africanas, desde 1995. Trabalhou entre 2003 e 2010 com a prática e a produção artística no Coletivo Erro Grupo e em Escolas da Rede Municipal de Biguaçu e de Florianópolis, Desenvolveu carreira na área de elaboração e gestão de projetos, atuando há 13 anos na elaboração e gestão de projetos no setor público e privado. Trabalhou na gestão de políticas públicas na Prefeitura de Florianópolis estando a frente da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial. Esteve Gerente de Economia Internacional do Governo de Santa Catarina entre nov/2013 e jul/2014 onde realizou o levantamento dos acordos de Cooperação Internacional do Estado e a análise da política de atração de investimentos internacionais do Estado. No período de Julho/2014 a Janeiro/2019 trabalhou na Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte como Diretora de Projetos Estruturantes na implementação de projetos de infra-estrutura, desenvolvimento e estruturação turística sendo em sua maioria fruto de convênios com o Governo Federal. Coordenou a implantação do Centro de Eventos de Balneário Camboriú. É membra do PMI/Project Management Institute – Instituto Internacional de Gerenciamento em Projetos. (Currículo Lattes)

Roberta Lira. Foto: Diana Souza.

Roberta Lira é cantora popular, atriz, performer, produtora cultural, curadora. Professora de Canto, Musicalização Infantil (ULM), Artes Negras da Cena e Preparação e Sensibilização de Atrizes e Atores. Bacharela em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mestranda Pesquisadora CAPES de Tradução Cultural, Artes e Culturas de Matriz do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PGET/UFSC). Realiza oficinas, formações e workshop especializados em sensibilização pela/para a Cultura Afrobrasileira em processos de ensino e harmonização das coletividades no trabalho, em intercâmbios culturais, consultorias, assessorias. Como faz consultorias e assessorias para a implementação de políticas antirracistas, de componentes curriculares como o das artes negras da cena e outras, das questões de matriz africana e das relações raciais e étnico-raciais com discentes, docentes, coordenadorias de IES públicas e privadas, empresas ou grupos específicos. Diretora Executiva do Kurima Bantu Mulheres Mudempodiro, Diretora de Projetos, Arte e Cultura do Coletivo Kurima – Estudantes Negras/os da UFSC. Coordenadora Pedagógica do Fórum de Artes Negras da Cena (FANCA/UFSC). Diretora Geral do Vozes de Zambi – coletivo e projeto de extensão (UFSC), Intercâmbio Brasil/Peru de Mulheres Negras: Empoderamento como Ferramenta de Desenvolvimento, Igualdade e Justiça e membra da Association for Women’s Rights in Development (AWID). (Currículo Lattes)

Ficha Técnica / Créditos

Convidadas ministrantes:
Professora Pesquisadora CAPES, Mestranda e Artista Roberta Lira
Professoa Pesquisadora e Gestora Ana Paula Cardozo

Realização e organização: Programa Ações Culturais do DAC (SeCArte/UFSC), Coletivo Vozes de Zambi,  Kurima Bantu Mulheres Mudempodiro, Coletivo Kurima – Estudantes Negras e Negros da UFSC.

Equipe de organização: Carlos Fante, Roberta Lira, Ana Paula Cardoso, Gabriel Trindade, Renata Lima.

Parceria e Apoio: Vozes de Zambi: Voz, Performance, Cena, Consciência Negra e Tradução – projeto de extensão; FANCA; Disciplina de Artes Negras da Cena e Culturas de Matriz Africana.

Equipe de Apoio da Disciplina Artes Negras da Cena e Culturas de Matriz Africana:
Priscila Genara, Roberta Lira, Débora Zamarioli e estudantes da disciplina

Serviço:

O quê: Aula Aberta: Consciência Negra /2019: desconstruindo e ocupando espacialidades — “Vivências em Corporeidades Tradicionais Africanas e Cantos Negros: Tecnologias de (Re) Existências que Alimentam e Nutrem Almas numa proposta para Cena”
Quando: dia 20 de novembro de 2019, quarta-feira, 18h30 às 22 horas
Onde: Teatro da UFSC (ao lado da Igrejinha), Praça Santos Dumont / Rua Desembargador Vítor Lima, 117, Trindade, Florianópolis (SC).
Quanto: Gratuito — As inscrições devem ser feitas por ordem de chegada, no local, 30 minutos antes do inicios das atividades.
Contato: Departamento Artístico Cultural (DAC)/SeCArte da UFSC: (48) 3721-2498 e 3721-9447 — www.dac.ufsc.br

[CW]DAC/SeCArte/UFSC, com texto das ministrantes da aula aberta

 

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