Lançamento do documentário ‘Ratones: Vidas e Lidas’ no Teatro da UFSC, nesta segunda, 25/11

21/11/2019 01:14

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Seu Divo com câmera. Foto de Maurício Muniz

Um pouco da história de Ratones, distrito de Florianópolis, no norte da Ilha de Santa Catarina, contada por alguns de seus protagonistas. Histórias e memórias de antigos moradores que vivenciaram afazeres de uma comunidade isolada até os anos 1970, mesmo situada a 20 km do centro da capital do estado. Esse o foco do documentário “Ratones, Vidas e Lidas”, realizado por Leani Budde e Maurício Muniz que será apresentado dia 25 de novembro, às 20 horas no Teatro da UFSC (ao lado da Igrejinha), com entrada franca.

Ao relatar lembranças, homens e mulheres relembram o trabalho desde crianças no cultivo da mandioca, nas farinhadas, na pesca de subsistência; se emocionam ao relatar o Terno de Reis, tradição abandonada há 30 anos. Mulheres contam das benzeduras que ajudavam os moradores num tempo em que ir ao médico era para poucos, o acesso à cidade feito  em carro de boi. A narrativa se desenrola, e em seus depoimentos vislumbra-se um outro tempo, as entrelinhas permitem ler várias questões sociais e culturais.

O documentário foi idealizado por Leani e Maurício a partir da percepção da necessidade de colher os saberes de pessoas idosas da comunidade, e por isso começou em 2017 como trabalho voluntário de ambos. Em 2018, o projeto foi apresentado no Edital de Cultura da Fundação Cultural Franklin Cascaes e contemplado com recursos, sendo finalizado recentemente e exibido de forma gratuita em vários locais.

O vídeo foi apresentado numa sessão especial para a comunidade de Ratones, e, segundo os realizadores, o resultado foram comentários emocionados, pelo reconhecimento de uma vivência comum e antes pouco valorizada. Uma pré-estreia foi realizada na Casa da Memória e agora o documentário esta sendo lançado no Teatro da UFSC para toda a comunidade.

Sobre os realizadores do documentário

Maurício Muniz

Artista visual autodidata, Mauricio Muniz começou em 1968, aos 12 anos, expondo ilustrações no III Salão Lageano em Lages SC. Seu material de trabalho é qualquer objeto ou suporte, tela ou instalação, tinta, papel, vidro ou metal. Curiosidade e improvisação. Pintor, ilustrador, escultor, artista gráfico, cenógrafo, diretor de arte, dirige e produz vídeos e ministra oficinas. Buscando essa ordem na desordem, Mauricio tem obras no Brasil, no acervo do Museu de Arte de Santa Catarina, no acervo da Universidade Federal de Santa Catarina, nos Estados Unidos, França e Itália. Já expôs em São Paulo, Florianópolis, Vermont, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e Brasília. Integrando o Grupo ArtMOsfera, em 1984 participou da Mostra Catarinense no MASC com uma instalação urbana. Na ACAP em 85 o grupo fez uma instalação inflável que se expandiu para pontos notáveis da cidade.

Desconstruir referências… e iniciar outras. Em 2008, na coletiva “Lestada e a Desconstrução”, na Fundação Cultural Badesc em Florianópolis, as obras apontam para a ambivalência na ordem que impomos à cidade. A verticalização desordenada e a possibilidade de afundar a cidade-ilha.  Em 2012, uma instalação urbana em um evento do Museu Vitor Meireles chamado “Mar Pra Quê?”, um naufrágio no meio da rua com o nome de “Inundação”, a cidade inunda o mar. A mostra mais recente, Processos Construtivos, foi com pinturas em grande formato de uma série chamada “Através”. São imagens que têm referência nas imagens de microfilme, um processo onde documentos são arquivados através de negativos, e são as microfilmagens de intervenções de censores nos jornais dos anos da ditadura,  com todos os sentimentos  que são parte do conjunto de quadros de tecido sintético negro e tinta automotiva. Desde 2011, participa de oficinas de vídeo e teatro “curtas com equipamento de baixo custo” para adolescentes em Santo Antônio de Lisboa, através do Ponto de Cultura Pescadores de Cultura.

Leani Budde, por ela mesma

Sou Leani Budde, 55 anos, formada em jornalismo pela UFSC, em 1985. Também cursei Psicologia na Univali e tenho mestrado em Literatura/UFSC e fiz o doutorado interdisciplinar em Ciências Humanas na UFSC. É a primeira incursão minha na área de vídeo documentário depois de encontrar Maurício em atividade comunitária aqui do bairro [Ratones], onde ambos moramos, eu desde 2003. Como interessada em histórias de vida, tinha como intuito realizar entrevistas com antigos moradores para registrar a história em livro, mas como Maurício sugeriu fazermos em vídeo, área em que ele já tem experiência, começamos a gravar… [era preciso aproveitar a presença dos mais idosos] — quatro dos entrevistados já se foram agora. O trabalho teve maior impulso após a aprovação do projeto no edital da Fundação Franklin Cascaes. [Um desafio] foi que fizemos longas entrevistas e o número de entrevistados acabou sendo maior do que o previsto, o que aumentou em muito o trabalho de seleção e edição. Assim, decidimos nesse primeiro momento mostrar um panorama geral sobre Ratones de anos passados, falando basicamente da labuta diária, dificuldades de acesso a serviços, e um pouco da tradição, abordando o Terno de Reis. Mas temos material muito rico ainda a ser aproveitado para novos vídeos, talvez em forma de seriado por temáticas: farra do boi, bruxas e lobisomens, queda do avião em 1980, etc.

Comentários de Maurício Muniz sobre a produção

Em 2016, fiz uma oficina na AMORA (Associação de Moradores de Ratones), com a intenção de despertar o documentarista que se esconde em cada um, tendo em vista que moramos num lugar cheio de assuntos interessantes e com tantos jovens que desconheciam a história de seus antepassados. Foi lá que conheci pessoalmente a minha parceira nesse documentário, que é jornalista e escritora: Leani Budde. No ano seguinte, começamos a gravar com pessoas idosas mais antigas que viveram a época da ilha dentro da ilha. Logo cada entrevistado nos recebeu de braços abertos e gentilmente citava ou indicava outras pessoas, e acabamos gravando 24 entrevistas.

Usamos uma câmera Panasonic com três MOS, que tem excelente qualidade para pouca luz em 1080p (full HD). Eu uso essa câmera há 5 anos para projetos de baixo custo e ela dá conta do recado. Uso sempre, além dessa, uma Gopro 3 como segunda câmera para ter o registro aberto da entrevista. Uso como backup, para o som, um zoom H1, gravador digital com excelente qualidade. É um projeto que inicialmente teria 20 minutos, mas acabou com 38 em razão da quantidade de entrevistados.

Ficha técnica:
Ratones – vidas e lidas
Realização: Leani Budde e Maurício Muniz (Florianópolis, 2019)
Duração: 38´
Classificação Indicativa: Livre
Patrocínio: Fundo Municipal de Cultura de Florianópolis / Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes / Prefeitura de Florianópolis (Cultura, Esporte e Juventude)

Apoio: Associação dos Pescadores do Rio Ratones – APRR
Associação de Moradores de Ratones – AMORA
Departamento Artístico Cultural (DAC)/Secretaria de Cultura e Arte / Universidade Federal de Santa Catarina

Serviço:

O quê: Lançamento do documentário “Ratones: Vidas e Lidas” no Teatro da UFSC
Quando: dia 25 de novembro de 2019, segunda-feira, às 20 horas
Onde: Teatro da UFSC (ao lado da Igrejinha), Praça Santos Dumont / Rua Desembargador Vítor Lima, 117, Trindade, Florianópolis (SC).
Quanto: Gratuito e aberto à comunidade. (A capacidade do Teatro é de 108 lugares.)
Contato: Departamento Artístico Cultural (DAC) da UFSC – (48) e 3721-3853, 3721-9447 e 3721-6493 — www.dac.ufsc.br
Classificação Indicativa: Livre


[CW]DAC/SeCArte/UFSC, com texto e fotos dos realizadores do documentário.

 

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Banda Rick Boy Slim se apresenta no Palco do Projeto 12:30 no CCA nesta quarta-feira, dia 20

19/11/2019 00:49

 

Rick Boy Slim. Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira, dia 20 de novembro, quem traz seu som ao palco do Projeto 12:30 no Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC é a banda Rick Boy Slim.  O repertório contará com músicas autorais do disco “Blues Sessions” e de outros cantores consagrados da música, como Stevie Wonder e Jimi Hendrix. A escolha de canções reflete a identidade sonora do grupo, que conta com uma mistura de gêneros musicais: Groove Funk, Blues, Rock dos anos 70 e Soul Music. O evento é gratuito e aberto à comunidade, e acontece no CCA da Universidade Federal de Santa Catarina, no bairro Itacorubi, em Florianópolis, às 12h30.

A Banda

Com 25 anos de estrada e palcos, a banda Rick Boy Slim passou por diversas composições. Atualmente, é formada por Rick, na voz e guitarra; Marcelo Gasparini, contrabaixo e voz, e Victor Bub, na bateria. O nome da banda carrega homenagens e a identidade do grupo. O Rick faz referência a Ricardo, o vocalista do grupo. O “boy” vem de Blues Boy King, compositor e guitarrista de blues estadunidense. Já o “Slim” homenageia o cantor, compositor e pianista de Blues dos anos 40, Memphis Slim. Entre seus trabalhos mais recentes, estão o videoclipe de “Para Uma Noite de Blues” e o álbum  “Blues Sessions”.

Projeto 12:30 no CCA

O Projeto 12:30, que vem sendo realizado há cerca de três décadas no campus da Trindade, já esteve presente em escolas públicas do estado, e neste ano realiza uma série de apresentações também no Centro de Ciências Agrárias da UFSC, no bairro Itacorubi,  a cerca de 3km da Trindade. Essa é uma forma de facilitar a aproximação da comunidade do CCA, e daquele bairro, de artistas e grupos artísticos que se apresentam na Universidade. As apresentações no CCA devem acontecer uma vez por mês, de agosto até o fim deste ano.

Serviço:

O quê: apresentação musical da banda “Rick Boy Slim”.
Quando: dia 20 de novembro de 2019, quarta-feira, às 12h30min.
Onde: Projeto 12:30, no CCA da UFSC, bairro Itacorubi, Florianópolis (SC).
Quanto: Gratuito e aberto à comunidade.
Contato: Projeto 12:30: Departamento Artístico Cultural (DAC) | Igrejinha da UFSC, Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis | (48) 3721-2497, 3721-9447 e 3721-3853 |  E-mail: www.ufsc.br
Contato músico: http://instagram.com/rickboyslim/

Leon Ferrari / Bolsista Acadêmico de Jornalismo/ DAC/SeCArte/UFSC / com texto e
foto do músico

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Aula aberta em alusão ao Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, no Teatro da UFSC, às 18h30

19/11/2019 00:39

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Disciplina Artes Negras da Cena e Culturas de Matriz Africana, com Roberta Lira. Foto: Débora Zamarioli, 2019

As professoras e pesquisadoras Roberta Lira e Ana Paula Cardozo juntas oferecem uma aula aberta em alusão ao Dia da Consciência Negra (20 de novembro), no Teatro da UFSC, das 18h30 às 22 horas. Com a proposta “Consciência Negra /2019: desconstruindo e ocupando espacialidades”, a atividade “Vivências em Corporeidades Tradicionais Africanas e Cantos Negros: Tecnologias de (Re) Existências que Alimentam e Nutrem Almas numa proposta para Cena” é gratuita, aberta à comunidade, e as inscrições devem ser feitas por ordem de chegada, no local, com 30 minutos de antecedência.

Na aula aberta, as ministrantes realizarão atividades referentes aos seus trabalhos de pesquisa e de vivências afrodiaspóricas brasileiras com os troncos culturais Bantu e Yorubá, numa proposta para cena. Estes que dialogam em suas propostas e nos aspectos em comum existentes entre os mais diversos povos de África, por meio de seus valores civilizatórios e cosmovisões africanas..

Sobre os trabalhos de pesquisa das convidadas que irão compor a atividade:

Cantos Negros em Tradução: Tecnologias de (Re)Existências que Alimentam e Nutrem Almas

Na pesquisa e workshop desenvolvidos pela artista e pesquisadora Roberta Lira são trabalhados alguns caminhos de experimentações e vivências com o canto orgânico e as relações entre suas dinâmicas e a presença corporal  em performances e cenas sob a perspectiva afro-negra. Como o trabalho das atmosferas internas e externas,  das conexões e dos diversos elementos que sensibilizam, alimentam e nutrem a alma por meio das sonoridades e expressões de matriz africana. As propostas práticas e de conhecimentos ancestrais e teóricos visam possibilitar ampliar a consciência de suas corporeidades como oferecer possibilidades criativas nas performances cênicas ou cotidianas das pessoas participantes. Vivências de imersão coletiva com os cantos negros vissungos (Minas Gerais) e outros tradicionais e contemporâneos de matriz africana, identificados pela pesquisadora como Tecnologias de (Re)existência que Alimentam e Nutrem Almas, de herança ancestral. As memórias ancestrais africanas e afrodiaspóricas afrobrasileiras, assim como as produções contemporâneas em seus diferentes momentos e processos de desenvolvimento histórico das performance afro-negras , dão subsídios para os trabalhos da pesquisadora. Facilitando as reflexões sobre: cantares, corpos, existência, cosmovisões, atuação coletiva, traduzibilidade, oralidade, organicidade, histórias e valores ancestrais afros, colonialismo , raça, o lúdico, , os feminismos negros, dentre outros temas presentes nestes mundos e trabalho.  Esta pesquisa segue em desenvolvimentos na busca de caminhos de (re) existências à violência colonial contemporânea para sua superação, harmonização individual, coletiva, como para a contribuição na sustentabilidade planetária.

Vivência em Dança dos Orixás: Iyàgabà

Ìyagbà (lê-se yaba) – palavra de origem Yorubá que significa mãe senhora e faz menção ao poder ancestral feminino. Ìyagbà é o trabalho desenvolvido por Ana Paula Cardozo Silva, que intenta desenvolver o conhecimento dos valores tradicionais da cultura yorubá através da dança e do canto, entendendo que o corpo é veículo de asé (força vital) e de informação ancestral. A vivência aborda a cultura afro-brasileira e do oeste africano através dos ritmos, dos cantos e das danças, com especial enfoque aos valores civilizatórios presentes nessa matriz cultural como a coletividade, o cooperativismo, a ludicidade, a circularidade, a corporeidade, a energia vital (axé), o respeito, a oralidade e a territorialidade.

Sobre as ministrantes

Ana Paula Cardozo. Foto: Bruna Todeschini

Ana Paula Cardozo é graduada em Educação Artística pela Universidade do Estado de Santa Catarina(UDESC), 2006. Pesquisadora e professora de Danças, Corpoereidades e Culturas de Matrizes Africanas, desde 1995. Trabalhou entre 2003 e 2010 com a prática e a produção artística no Coletivo Erro Grupo e em Escolas da Rede Municipal de Biguaçu e de Florianópolis, Desenvolveu carreira na área de elaboração e gestão de projetos, atuando há 13 anos na elaboração e gestão de projetos no setor público e privado. Trabalhou na gestão de políticas públicas na Prefeitura de Florianópolis estando a frente da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial. Esteve Gerente de Economia Internacional do Governo de Santa Catarina entre nov/2013 e jul/2014 onde realizou o levantamento dos acordos de Cooperação Internacional do Estado e a análise da política de atração de investimentos internacionais do Estado. No período de Julho/2014 a Janeiro/2019 trabalhou na Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte como Diretora de Projetos Estruturantes na implementação de projetos de infra-estrutura, desenvolvimento e estruturação turística sendo em sua maioria fruto de convênios com o Governo Federal. Coordenou a implantação do Centro de Eventos de Balneário Camboriú. É membra do PMI/Project Management Institute – Instituto Internacional de Gerenciamento em Projetos. (Currículo Lattes)

Roberta Lira. Foto: Diana Souza.

Roberta Lira é cantora popular, atriz, performer, produtora cultural, curadora. Professora de Canto, Musicalização Infantil (ULM), Artes Negras da Cena e Preparação e Sensibilização de Atrizes e Atores. Bacharela em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mestranda Pesquisadora CAPES de Tradução Cultural, Artes e Culturas de Matriz do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PGET/UFSC). Realiza oficinas, formações e workshop especializados em sensibilização pela/para a Cultura Afrobrasileira em processos de ensino e harmonização das coletividades no trabalho, em intercâmbios culturais, consultorias, assessorias. Como faz consultorias e assessorias para a implementação de políticas antirracistas, de componentes curriculares como o das artes negras da cena e outras, das questões de matriz africana e das relações raciais e étnico-raciais com discentes, docentes, coordenadorias de IES públicas e privadas, empresas ou grupos específicos. Diretora Executiva do Kurima Bantu Mulheres Mudempodiro, Diretora de Projetos, Arte e Cultura do Coletivo Kurima – Estudantes Negras/os da UFSC. Coordenadora Pedagógica do Fórum de Artes Negras da Cena (FANCA/UFSC). Diretora Geral do Vozes de Zambi – coletivo e projeto de extensão (UFSC), Intercâmbio Brasil/Peru de Mulheres Negras: Empoderamento como Ferramenta de Desenvolvimento, Igualdade e Justiça e membra da Association for Women’s Rights in Development (AWID). (Currículo Lattes)

Ficha Técnica / Créditos

Convidadas ministrantes:
Professora Pesquisadora CAPES, Mestranda e Artista Roberta Lira
Professoa Pesquisadora e Gestora Ana Paula Cardozo

Realização e organização: Programa Ações Culturais do DAC (SeCArte/UFSC), Coletivo Vozes de Zambi,  Kurima Bantu Mulheres Mudempodiro, Coletivo Kurima – Estudantes Negras e Negros da UFSC.

Equipe de organização: Carlos Fante, Roberta Lira, Ana Paula Cardoso, Gabriel Trindade, Renata Lima.

Parceria e Apoio: Vozes de Zambi: Voz, Performance, Cena, Consciência Negra e Tradução – projeto de extensão; FANCA; Disciplina de Artes Negras da Cena e Culturas de Matriz Africana.

Equipe de Apoio da Disciplina Artes Negras da Cena e Culturas de Matriz Africana:
Priscila Genara, Roberta Lira, Débora Zamarioli e estudantes da disciplina

Serviço:

O quê: Aula Aberta: Consciência Negra /2019: desconstruindo e ocupando espacialidades — “Vivências em Corporeidades Tradicionais Africanas e Cantos Negros: Tecnologias de (Re) Existências que Alimentam e Nutrem Almas numa proposta para Cena”
Quando: dia 20 de novembro de 2019, quarta-feira, 18h30 às 22 horas
Onde: Teatro da UFSC (ao lado da Igrejinha), Praça Santos Dumont / Rua Desembargador Vítor Lima, 117, Trindade, Florianópolis (SC).
Quanto: Gratuito — As inscrições devem ser feitas por ordem de chegada, no local, 30 minutos antes do inicios das atividades.
Contato: Departamento Artístico Cultural (DAC)/SeCArte da UFSC: (48) 3721-2498 e 3721-9447 — www.dac.ufsc.br

[CW]DAC/SeCArte/UFSC, com texto das ministrantes da aula aberta

 

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Lançamento de livro sobre ‘Oficina da Canção’, com apresentações musicais, no Teatro da UFSC, dia 22/11, às 19h

19/11/2019 00:28

 

Capa do livro.

Nesta sexta-feira, dia 22 de novembro, às 19h, será lançado o livro “Oficina da Canção: do maxixe ao samba-canção — a primeira metade do século XX”. O evento será realizado no Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha; os ingressos são gratuitos e limitados e podem ser retirados entrando em contato com os organizadores do evento pelo e-mail ou pelo telefone (48) 99624-2952. Ao final do lançamento, o público poderá adquirir o livro e receber o autógrafo dos autores: Alberto Gonçalves, Giovanna Pacheco, HP Rodrigues e Marcos Baltar.

O evento é resultado do trabalho e pesquisa do projeto de extensão “O violão e a música brasileira: oficina de análise e canções brasileiras executadas em voz e violão”, e objetiva fazer uma apresentação nos moldes das oficinas, realizadas semanalmente às sextas-feiras, na Universidade. Como comemoração pela conclusão dos estudos da primeira metade do século XX, foi produzido um livro, que sintetiza os estudos. A publicação do livro foi contemplada com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (Capes), através do Programa CAPES-Print, com Edital da Pós-Graduação em Linguística da UFSC.

Livro e Música

No lançamento do livro, serão comentadas rapidamente as vidas dos compositores estudados, para logo em seguida ser executada uma canção daquele artista, sempre contando com a participação do público. Na entrada, serão distribuídos folders com as letras das músicas que serão apresentadas. Os músicos e as canções serão, respectivamente: Chiquinha Gonzaga (“Corta-Jaca”), Pixinguinha (“Carinhoso”), Noel Rosa (“Feitiço da Vila”), Cartola (“As Rosas Não Falam”), Nelson Cavaquinho (“Folhas Secas”), Ary Barroso (“Aquarela do Brasil”), Dorival Caymmi (“O Mar”), Luiz Gonzaga (“Asa Branca”), Lupicínio Rodrigues (“Felicidade”) e Dolores Duran (“A Noite do meu Bem”). Cada canção será apresentada pela equipe de oficineiros, sendo que as três primeiras contarão com violino, violoncelo, flauta transversal e percussão.

O evento foi orientado e coordenado pelo professor Marcos Baltar e vinculado ao Núcleo de Linguística Aplicada do Departamento de Língua e Literatura Vernáculas do Centro de Comunicação e Expressão da UFSC e tem como público alvo professores e estudantes de cursos da área de comunicação e arte, bem como músicos e interessados na história da música brasileira e do rádio.

O projeto

A “Oficina de Análise da Canção Brasileira” é um projeto de extensão da UFSC que conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) da Universidade. O projeto acontece desde o primeiro semestre de 2018 e reúne estudantes, professores e interessados da comunidade em ampliar o conhecimento sobre a trajetória de formação do cancioneiro brasileiro moderno desde a primeira metade do século XX até o século XXI. A cada encontro é abordado um compositor, sua vida e obra, além da prática de algumas de suas principais canções executadas no violão pelos participantes. Em diálogo com outro projeto chamado “Essa é para Tocar na Rádio”, as pesquisas feitas para as oficinas, que acontecem às sextas feiras no CCE-UFSC, são propagadas por um programa de rádio online. Ambos os projetos estão sob a orientação do professor Marcos Baltar. Como resultado e consolidação desse trabalho, foi desenvolvido um livro da Oficina da Canção, cujo primeiro volume, do “Maxixe ao Samba Canção”, que ora está sendo lançado.

Os autores

Marcos Baltar — Professor, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFSC, doutor pela UFRGS/MacGill – Canadá; pós-doutorado na Universidade de Genebra – Suiça (2006); pós-doutorado na Universidade de Cergy Pontoise, França, (2015); Autor do livro “Competência discursiva e gêneros textuais” (EDUCS, 2006); co-autor do livro “Leitura e Produção de textos” (UFSC, 2011); co-autor do livro “Linguística textual” (Editora da UFSC, 2011); autor do livro “Rádio escolar: uma experiência de letramento midiático na escola” (Cortez Editora, 2012); co-autor do livro “Oficina da Canção: do maxixe ao samba-canção, primeira metade do século XX” (Editora Appris, 2019). Já lançou dois álbuns musicais próprios: “Parceria” (2002) e “Luzes Acesas” (2017), ambos pelo selo Barquinho.

Alberto Gonçalves — Professor e pesquisador, mestre em Linguística pela UFSC. Ministrou diversos cursos sobre MPB no Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI) da Universidade Federal de Santa Catarina, até este ano e, atualmente, leciona no projeto de extensão ESAG Sênior, da UDESC. Também atua oferecendo cursos da história da MPB em casa. É co-autor do livro “Oficina da Canção: do maxixe ao samba-canção, primeira metade do século XX” (Editora Appris, 2019).

Henrique Pereira Rodrigues (HP Rodrigues) — Técnico em Instrumento Musical, multi-instrumentista, compõe desde canções a trilhas sonoras. Já tocou na Orquestra Sinfônica Municipal de Imbé e no Grupo de Cordas da Faculdade Est como Spalla e primeiro violino, e na Orquestra de Câmara da UFSC, como segundo violino. Já lecionou aulas de violino na Escola Municipal de Música Guaracyra Ramos Kramer, e também lecionou aulas particulares de violino e violão. Atua como produtor musical e engenheiro de som no Selo Barquinho, um selo de música independente de Santa Catarina. Também atuou como técnico de som no programa de TV Antropofonia, veiculado pela TV UFSC. Participou como co-autor do livro “Oficina da Canção: do maxixe ao samba-canção, primeira metade do século XX”, escrito pelo Prof. Dr. Marcos Antônio Rocha Baltar. Está atuando como compositor no filme “O Orvalho e o Rio” de Leonardo Pinheiro, com lançamento previsto para 2020.

Giovanna Pacheco — Graduanda de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, foi bolsista no projeto de extensão “Essa é para tocar no rádio” em 2018. Foi Diretora de gestão de pessoas na empresa júnior de jornalismo “Comunica!” e trabalhou como bolsista na Secretaria de Cultura e Arte da UFSC. Atualmente, é estagiária na Justiça Federal de Santa Catarina.

O Livro

“Oficina da Canção: do maxixe ao samba-canção — a primeira metade do século XX” é destinado aos amantes e aos pesquisadores da música popular brasileira e aos pesquisadores da área de linguagens, especialmente os professores de educação básica que trabalham com o gênero canção na escola, bem como os estudantes universitários de cursos de Letras, Linguística, Música e áreas afins. O livro busca trazer para o contexto educativo e cultural a obra musical fundadora do cancioneiro brasileiro moderno, produzida desde as primeiras gravações da casa Edson, no Rio de Janeiro, do início dos anos 1900, para gramofone, passando pela era do rádio, até meados do século XX, período fértil que antecedeu importantes movimentos musicais, tais como a Bossa Nova, as Músicas dos Festivais, a Jovem Guarda, a Tropicália, o Clube da Esquina, entre outros que marcaram a segunda metade do século passado, tema que será discutido no livro Oficina da canção 2: a segunda metade do séc. XX. (Texto disponível no site da Editora Appris)

Serviço:

O quê: Lançamento de livro sobre ‘Oficina da Canção’, com apresentações musicais
Quando: dia 22 de novembro de 2019, sexta-feira, às 19 horas
Onde: Teatro da UFSC (ao lado da Igrejinha), Praça Santos Dumont / Rua Desembargador Vítor Lima, 117, Trindade, Florianópolis (SC).
Quanto: Evento gratuito e aberto à comunidade. Ingressos antecipados com os organizadores do evento. Havendo disponibilidade, ingressos poderão ser obtidos no local do evento, 30 minutos antes do início do atividade. O livro poderá ser adquirido no local ou no stie da editora.
Contato: Ingresso Antecipado: pelo e-mail  ou pelo telefone (48) 99624-2952.

O evento, realizado no Teatro da UFSC, conta com o apoio do Departamento Artístico Cultural (DAC)/SeCArte da UFSC.

Arte da Capa do Livro: Kátia Diniz, técnica em Artes Gráficas e acadêmica de Letras-Português da UFSC

[CW]DAC/SeCArte/UFSC, com colaboração de Kátia Diniz e de Luana Santos (acadêmica de Jornalismo da UFSC), bolsistas do projeto relacionado ao evento.

 

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11/11/2019 01:52

Projeto 12:30 recebe o “Duo Dayana Nuñez & Jeff Nefferkturu”, dia 13/11. Gratuito e aberto à comunidade. Clique na imagem e saiba mais.