Cinema – Documentário

Filmagem de A Antropóloga (F: Cláudio Silva)

O Setor de Cinema é um dos principais órgãos responsáveis pela retomada da produção cinematográfica catarinense, que aconteceu a partir dos curtas-metragens “Bruxas” (1987) e “Manhã” (1989).

Participando há duas décadas no apoio às produções de curtas-metragens, que compõem a cinematografia catarinense contemporânea, o DAC tornou-se um dos principais referenciais desta área de produção artística no Estado de Santa Catarina, abrigando em suas dependências, até há algum tempo, a Associação Cultural Cinemateca Catarinense e o Fundo Municipal de Cinema. Juntamente com estas entidades o DAC e o Governo do Estado de Santa Catarina formalizaram um protocolo de cooperação para o desenvolvimento deste setor.

Além disso, por entender o acesso do público a essas obras como aspecto fundamental para continuidade do movimento cinematográfico regional, o DAC levou a escolas e municípios catarinenses, através do projeto Cinema na Comunidade, os filmes produzidos pelos seus realizadores.

O Setor de Cinema do DAC realiza e assessora projetos nas áreas de produção, exibição e formação cinematográfica.

 

Núcleo de Documentários do DAC/SECARTE/UFSC

[O idealizador da atividade foi transferido de setor na UFSC]

O Núcleo de Documentários do DAC/SECARTE/UFSC, criado recentemente, mantém a filosofia de trabalhar com estagiários de cursos da UFSC, sobretudo, dos cursos de cinema, jornalismo e design.

Com uma estrutura que ainda necessita de uma melhor infra-estrutura, em relação aos equipamentos, tem desenvolvido diversos projetos, com produções concluídas e outras em andamento.

 

Cinema na UFSC

[Atividade temporariamente suspensa]

O Cinema na UFSC é a retomada de uma atividade que pretende realizar periodicamente sessões de cinema no campus da Universidade Federal. Inicialmente seriam exibidos os filmes produzidosem Santa Catarina, mas haveria espaço para que outras produções – institucionais ou independentes – de outras regiões do Brasil, também possam ser apreciadas pela comunidade que freqüenta a Universidade.

As sessões deveriam acontecer às 12h30, gratuitas e abertas ao público da comunidade universitária e externa.

 

 

Produções e co-produções do setor de cinema têm sido premiadas em eventos estaduais e festivais nacionais. Veja a seguir a relação de filmes produzidosem Santa Catarinaatravés de Produção ou Apoio da Universidade Federal de Santa Catarina:

 

1987: BRUXAS – Ficção documental30’ -16mm-cor;

Roteiro e Direção: Mauro Faccioni Filho. (Apoio UFSC/DAC)

Baseado nos estudos de Franklin Cascaes sobre as atividades bruxólicas na Ilha de Santa Catarina, onde o rótulo de “bruxa”, vindo de além mar, se ajustou às benzedeiras, curandeiras visionários em geral, ou seja, pessoas comuns que vivem até hoje ao nosso lado.

 

1990: MANHà– Ficção10’ 35mm/cor;

Direção: Zeca Pires e Norberto Depizzolatti. (Produção UFSC/DAC)

Curta baseado no poema “Morte do Leiteiro” de Carlos Drumond de Andrade, filmado no interior de Santa Catarina narra o cotidiano de um leiteiro cujas tarefas são violenta e equivocadamente interrompidas.

 

1991: FARRA DO BOI – Documentário –25’ 16mm/cor;

Direção: Zeca Pires e Norberto Depizzolatti. (Produção UFSC/DAC)

Dividido em quatro partes: origem, preparativos, tribunal e farra.

Traça breve histórico da manifestação culturalem Santa Catarina, contraponto de opiniões e a forma como ela ocorreu em Ganchos-SC na Semana Santa de 1990.

 

1991: O VÔO SOLITÁRIO – Documentário dramatizado –36’ 16mm/cor

Roteiro e Direção: Everson Faganello. (Apoio operacional UFSC)

Documentário dramatizado sobre a vida e a obra do entomólogo e naturalista alemão Fritz Plaumman, radicado em Seára-SC desde a década de 1920, e dono de uma das mais expressivas coleções de insetos do planeta.

 

1992: DESTERRO – Ficção18’ 35mm/cor;

Roteiro e Direção: Eduardo Paredes. (Apoio UFSC)

Brasil – 1894. Sufocada a Revolução Federalista no Sul do País, o presidente Floriano Peixoto desencadeia violenta repressão contra os vencidos. Na antiga Desterro, capital do Estado, a população vive aterrorizada ante os fuzilamentos sumários na fortaleza da Anhatomirim e às inseguranças das delações.

 

1995: ALVA PAIXÃO – Ficção18’ 35mm/cor;

Direção – Maria Emília de Azevedo. (Apoio UFSC)

João da Cruz e Sousa, tísico e cansado diante do amigo Nestor, remete-se a lembranças. Recordações marcadas pelo dilema entre o equilíbrio que representa o alvo e a paixão soprada da África. O flash back interrompe em contraponto ao denso desabafo do poeta. Sentindo a morte, João confia ao amigo simbolista os últimos sonetos produzidos que seriam publicados postumamente em Paris.

 

1995: NANUTEZAS MORTAS – Documentário ficcional –15’ 35mm/cor;

Direção : Penna Filho. (Apoio UFSC)

Trajetória de um trabalhador no subsolo de uma mina na região carbonífera no Sul de Santa Catarina. Além da degradação física, o envelhecimento precoce e a pneumoconiose – doença incurável adquirida através da exposição ao pó de carvão –, apresenta a degradação ambiental provocada pela mineração.

 

1996: PONTE HERCÍLIO LUZ – Patrimônio da Humanidade –

Documentário30’35mm/cor;

Direção e Roteiro: Zeca Pires. (Apoio UFSC)

Mostra a história deste que é símbolo de Santa Catarina – inaugurado em 1926 – desde a sua construção (1922) até os dias de hoje (interditado por razões de segurança) e como este monumento está incorporado ao real e ao imaginário catarinense.

 

1996: VICTOR MEIRELLES – Quadros da história –

Documentário ficcional –25’35mm/cor.

Direção : Penna Filho. (Apoio UFSC)

Mostra a relação do principal pintor catarinense com a história do Brasil. Tem objetivo de ser instrumento didático de apoio para a rede de ensino, além de atingir o circuito integrado por museus, casas e oficinas de cultura, bibliotecas e cursos acadêmicos de arte.

 

1998: NOVEMBRADA – Documentário ficcional20’ 35mm/cor

Direção: Eduardo Paredes. (Apoio UFSC/DAC)

Baseado nos fatos reais do dia 30 de novembro de 1979. Um protesto de estudantes universitários contra a presença do presidente general Figueiredo em Florianópolis, transforma-se em violenta revolta popular que mudaria os rumos do regime militar. A “Novembrada”, como ficou conhecido o episódio, entrou para a história como um marco no processo de redemocratização do Brasil.

 

1998: SEO CHICO – TERRA E ALMA – Documentário11’ 35mm P&B

Direção: José Rafael Mamigoniam. (Apoio UFSC)

Homenagem a Francisco Thomaz dos Santos, herdeiro do último engenho de farinha, de cana-de-açúcar e alambique tradicionais da Ilha de Santa Catarina. Fotografias compõem um retrato poético da vida e do pensamento de Seo Chico, cujo assassinato ainda é um mistério.

 

1998: BRUXA VIVA – Ficção –14’ 35mm/cor;

Direção: Lena Bastos. (Apoio Cultural UFSC)

Ficção que tem como fundo a cultura da Ilha de Santa Catarina, contrapondo com o universo e a imaginação de um Brasil rural que submerge diante do processo de urbanização.

 

1999: FRONTEIRA – Ficção25’ 35mm/cor;

Direção: Maria Emília de Azevedo. (Apoio UFSC/DAC)

Quatro pessoas tentam atravessar um rio numa balsa que quebra. Elas devem esperar nas ruínas de uma cidade abandonada que logo será alagada, onde se lembram de episódios de suas vidas. A barca finalmente se coloca em movimento mas não sabe aonde vai chegar…

 

2001: RODA DOS EXPOSTOS – Ficção19’ 36mm/cor;

Direção: Maria Emília de Azevedo. (Apoio UFSC)

Roda dos expostos ou dos enjeitados nome dado ao mecanismo adotado por instituições religiosas da Idade Média onde crianças não desejadas eram abandonadas por seus pais. O filme é uma simbologia dessa prática, abordando o abandono e a exposição humana como condição cíclica e inevitável. Gira em torno do personagem central Hector, condenado pelo seu alter ego a repetir infinitamente nomes femininos que representam as mães que abandonaram seus filhos.

 

2001: RITINHA – Ficção –23’ 35mm/cor;

Direção :Antônio Celso dos Santos. (Apoio UFSC)

Cotidiano do casal Juca e Ritinha, pescador e rendeira, que se modifica à medida que a cidade começa a fazer parte das suas vidas. Ela, fascinada; ele, oprimido. Ambos buscam saída, cada um a seu modo, para essa situação.

 

2001: ILHA – Ficção -15’ 35mm/cor;

Direção: Zeca Pires. (Apoio Cultural UFSC)

Mariana, uma advogada bem sucedida da Ilha de Santa Catarina, depois de 25 anos sem ver o pai, recebe uma carta. A caminho do reencontro, rememora importantes momentos de sua vida. No hospital onde se encontra, o pai faz um último pedido a filha. Ela poderá atendê-lo depois de tantos anos de abandono?

 

2001: ALMA AÇORIANA – Documentário-ficção -45’ 35mm/cor;

Direção: Penna Filho. (Apoio UFSC)

Documentário–ficção sobre a população litorânea de Santa Catarina, explorando a cultura de base açoriana com depoimentos interessantes sobre seus costumes, lendas e tradições culturais. Conta com o apoio e a participação do Grupo Pesquisa Teatro Novo, da UFSC.

 

2004: PROCURADAS – Drama (Pseudo-Documentário), longa-metragem, beta-digital, colorido (cópia em vídeo)

Direção: José Frazão e Zeca Pires (Apoio/Participação UFSC)

Produzido pela Mundo Imaginário, o filme é considerado o segundo longa-metragem catarinense. Totalmente rodado em Florianópolis, o filme explora o belíssimo cenário natural da Ilha sem, contudo, deixar que o mesmo se sobreponha à trama da ficção policial. Lançamento nas vídeo locadoras de todo o País em 14 de abril de 2005.

 

2010: A ANTROPÓLOGA – (longa-metragem 35mm/90min/dolby digital/rain digital/negativo Kodak vision 27205-27218). Prêmio FCC/Cinemateca Catarinense. Um filme de Zeca Nunes Pires. Filmado na Comunidade da Costa da Lagoa na Ilha de Santa Catarina. Copyright Mundo Imaginário Produções. Laboratório de imagem Casablanca Teleimage e Cinecolor, de mixagem Álamo. Distribuição Imagem Filmes. Visite www.aantropologa.com.br

Veja mais sobre A Antropóloga

Apoio do DAC/UFSC para os vídeos produzidos pela TVI para a RBS TV: A Coroa, Um Amor tão Leve, Alumbramentos, Saudades da Vila, Perto do Mar.

 

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