Mostra de filmes ‘Sylvio Back 8.0’ – homenagem aos 80 anos do cineasta catarinense

01/09/2017 17:21

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Sylvio Back dirigindo Ruth Rieser em Lost Zweig – capa do catálogo da mostra, com foto de Milla Jung

Santa Catarina comemora os 80 anos de Sylvio Back com a Mostra Sylvio Back 8.0 – Filmes Noutra Margem”, com estreia marcada para o próximo dia 08 de setembro

O cineasta Sylvio Back é homenageado pelos seus 80 anos de vida com a “Mostra Sylvio Back 8.0 – Filmes Noutra Margem”. A mostra exibe, durante os finais de semana de setembro, 12 filmes do cineasta – todas as exibições são gratuitas e abertas ao público. A abertura oficial conta com a presença do autor e acontece no dia 08 de setembro, às 19 horas, no Cinema do CIC – Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis, com o filme ‘Lost Zweig’. Logo após a exibição do filme de abertura, haverá debate com o diretor.

Serão exibidos, ao longo de quatro finais de semana (entre 8 de setembro e 1º de outubro), doze longas-metragens produzidos pelo cineasta. “Com temáticas ficcionais que procuram desvendar o outro lado da história oficial do Brasil, passando pela colagem/bricolagem de soberbas imagens de arquivos (nacionais e estrangeiras), ao confronto memorial e contemporâneo da saga de homens e feitos que parecem nunca ter existido, a obra de Sylvio Back promove uma releitura crítica única e origial da realidade e do passado remoto e recente do país” – palavras da jornalista e professora de cinema Solange Straube Stecz.

José Henrique Nunes Pires (Zeca Pires), também diretor de cinema e amigo pessoal de Back, define que “é difícil de rotular o cineasta Sylvio Back. Mas sua cinematografia vai na contramão da história oficial com filmes instigantes, poéticos e históricos”. Ambos os cineastas atuaram juntos na direção (Zeca Pires como assistente) do filme “O Contestado – Restos mortais” e “Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro” — filmes que também serão exibidos na mostra.

Nunes Pires é também um dos organizadores da mostra e diz que a ideia surgiu em função da notoriedade do cineasta Sylvio Back e da importância de sua obra no contexto nacional.  Aproveitando a recente celebração do octagésimo aniversário do autor, a “Mostra Sylvio Back 8.0 – Filmes Noutra Margem” vem para valorizar a obra de um filho das terras catarinenses. Coordenando a Mostra ao lado do presidente da Cinemateca Catarinense, Pedro Mc, Zeca Pires conclui: “Não faltam justificativas e méritos para Sylvio Back”.

A mostra está organizada em ordem cronológica, com exceção do filme de abertura, escolhido devido à sua temática oportuna para o debate. Santa Catarina está iniciando esta mostra que homenageia o cineasta octogenário; depois de Florianópolis, será realizada em outras cidades e estados, e já está confirmada para Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Sylvio Back

Autor de 38 filmes e detentor de 76 prêmios nacionais e internacionais, Sylvio Back é cineasta, poeta, roteirista, escritor e produtor. Filho de imigrantes, pai húngaro e mãe alemã, nascido em Blumenau (SC), 1937.

Autodidata (ou, nas suas palavras: “Aprendi cinema vendo e ‘lendo’ filmes”), sem nunca ter sido assistente de outro cineasta, Back opta por trocar a contemplação pela realização. Desde “As Moradas” – seu primeiro curta –, Back roteirizou, dirigiu e produziu (e coproduziu) trinta e oito filmes – entre curtas, médias e doze longas-metragens, os mais recentes, o docudrama “O Contestado – Restos Mortais”’ (118 min., 2010) e “O Universo Graciliano” (84 min., 2013) – o primeiro filme sobre a vida-obra-e-morte do escritor Graciliano Ramos.

Chamado de “Cacique do Sul” por Glauber Rocha,  justamente por ter uma obra conectada à civilização do Extremo-Sul, epíteto que acaba de ser atualizado para “Cacique do Brasil” por Cacá Diegues em correspondência ao cineasta Zeca Pires que, com seu texto, abre o belo catálogo da mostra, organizado com design e capa do cineasta Pedro MC, presidente da Cinemateca Catarinense.

Referindo-se à mostra, que leva o jovial título de “Sylvio Back 8.0 – Filmes Noutra Margem”, Back sublinha que “nesse embalo de garimpo fílmico-existencial é que topei dar passagem a esta inestimável retrospectiva em Florianópolis para cravar minha nova idade. Que os filmes falem por mim, eles sempre foram melhores do que eu! Que o digam as dezenas de colaboradores, como o citado Zeca Pires e a cineasta Maria Emília de Azevedo, com quem, prazerosamente, compartilho a honra e a obra que, se subsiste, é graças ao estro e à expertise deles”.

Obra aberta

Neste relato exclusivo, Sylvio Back confessa que guarda “… ralas e rasas glórias do passado a festejar. Pelo contrário. Em quantas meu cinema foi omitido, esquecido, desqualificado, ridicularizado, vitima de incompreensões, ou surdamente, patrulhado à direita e à esquerda, só porque caminho com os próprios pés e não alimento espírito de horda. Jamais flertei com o público, a crítica ou a mídia”. E conclui: “São seis décadas circunavegando pela cultura brasileira a bordo de uma obra aberta, que não procura apascentar almas ou fundar verdades unívocas, nem levar o espectador pelas mãos. Adoro deixá-lo na maior orfandade, apenas com suas idiossincrasias, literalmente, consigo próprio. Ele cá e os fotogramas piscando incólumes nas telinhas e telonas pelos anos afora”.

Os Filmes a serem exibidos:

08/09 às 19h – Lost Zweig                                                     (2003 / 114 min)
09/09 às 20h – Lance Maior                                                   (1968 / 100 min)
10/09 às 20h – A Guerra dos pelados                                 (1971 / 98 min)
15/09 às 20h – Aleluia, Gretchen                                          (1976 /118 min)
16/09 às 20h – Revolução de 30                                          (1980 / 118 min)
17/09 às 20h – República Guarani                                       (1982 / 100 min)
22/09 às 20h – Guerra do Brasil                                         (1987 / 84 min)
23/09 às 20h – Rádio Auriverde                                            (1991 / 70 min)
24/09 às 20h – Yndio do Brasil                                               (1995 / 70 min)
29/09 às 20h – Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro     (1999 / 86 min)
30/09 às 20h – O Contestado – Restos Mortais              (2010 / 118 min)
01/10 às 20h – O Universo Graciliano                                 (2013 / 84 min)
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A partir do segundo fim de semana de outubro, a mostra será exibida e reprisada pela TV UFSC. Acompanhe a programação no site www.tv.ufsc.br .

Lost Zweig, o filme da abertura da mostra

(2003, 35 mm, cor, 114 min) Argumento original e roteiro, baseado no livro, “Morte no Paraíso”, de Alberto Dines, com Nicholas O’Neill, produção e direção.

Eleito entre os “50 melhores filmes da década” pelo jornal “O Globo” (2009), o filme narra a última semana de vida do escritor austríaco Stefan Zweig, que planejou o suicídio ao lado da mulher. O austríaco Stefan Zweig se apaixonou pelo Brasil ao visitar o país pela primeira vez, em 1936. Cinco anos depois o judeu veio definitivamente, fugindo do nazismo. Estava acompanhado de sua mulher, Lotte, 27 anos mais jovem. No carnaval de 1942, o casal é encontrado morto na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro. O misterioso ato leva a crer que o intelectual e a esposa se suicidaram num obscuro pacto de morte, questão que desperta incógnitas até os dias atuais.

Os Realizadores /Apoiadores da mostra:

Realização:

Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC / Secretaria de Cultura e Arte – SeCArte / Departamento Artístico Cultural – DAC / TV UFSC

Apoio:

Governo de Santa Catarina – Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte / Fundação Catarinense de Cultura – FCC / Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina – MIS-SC / Cinemateca Catarinense – ABD.SC / 77 letras – Selo e Desenho Editorial / UNISUL – Universidade do Sul de Santa Catarina / Cinema & Audiovisual – Universidade do Sul de Santa Catarina / Cineclube Cinema Unisul

Veja links relacionados ao cineasta

https://www.facebook.com/Sylvio-Back-80-Filmes-Noutra-Margem-1549239845139829/
https://www.facebook.com/events/113692852667401/

 

SERVIÇO

O QUÊ: Abertura da “Mostra Sylvio Back 8.0 – Filmes Noutra Margem”, com apresentação do filme “Lost Zweig” (classificação indicativa: 12 anos) seguida de debate com o diretor do filme.

QUANDO:  abertura no dia 8 de setembro (às 19 horas), e a mostra segue até 1º de outubro de 2017

ONDE: na sala de cinema do CIC – Centro Integrado de Cultura, da Fundação Catarinense de Cultura, em Florianópolis-SC (os filmes também serão apresentados no canal TV UFSC, NET 15 e 6.1 aberto, digital)

QUANTO: gratuito e aberto ao público.

CONTATOS: Cinema do CIC – Centro Integrado de Cultura: (48) 3664-2555
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Paulo Marcos de Assis/Estagiário de Jornalismo/DAC/SeCArte/UFSC, com textos do catálogo oficial da Mostra

 

25/08/2017 00:39

Inscrições para Oficinas de Teatro para adultos e adolescentes. Aberto à comunidade. Clic na imagem e saiba mais.

25/08/2017 00:37

Estão abertas as inscrições para novos participantes para o Madrigal e para a Orquestra de Câmara da UFSC. Clic na imagem e saiba mais.

25/08/2017 00:35

Coral e Madrigal da UFSC participam de Encontro de Corais em Alfredo Wagner, neste sábado, dia 26/8. Clic na imagem e saiba mais.

Coral e Madrigal da UFSC se apresentam no XIII Encontro de Corais de Alfredo Wagner, neste sábado, 26/08

25/08/2017 00:32

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Coral da UFSC (2016). Foto: Diana Souza.

O Coral e o Madrigal da UFSC participam do XIII Encontro de Corais do município de Alfredo Wagner, que acontecerá neste sábado,  dia 26 de agosto, com inicio às 16 horas, no Salão Paroquial, ao lado da igreja Matriz Senhor Bom Jesus.

Cada grupo deverá apresentar três músicas, além de preparar uma música extra. Para esse encontro, o Coral da UFSC levará um repertório com “Asa Branca”, “Saudade d’oce”, “Um canto de afoxé para o bloco do ilê” e “Qui nem Jiló”; o repertório da Madrigal da UFSC terá “Skyrim”, “Dance of the sugarplum fairy” e “Bohemian Rhapsody”.

Coros da UFSC

O Coral da UFSC mantém as suas atividades desde 1963 com expressiva atuação no movimento coral catarinense e brasileiro, realizando um repertório voltado para a música nacional. Tem como objetivo principal promover e difundir o canto coral, bem como contribuir com a integração e a extensão cultural da Universidade. Pretende também levar a seus coralistas conhecimento teórico e prático, num processo de aprendizagem e valorização da arte musical através do canto. Atualmente o Coral possui cerca de 45 componentes e é formado por alunos, docentes e técnico-administrativos da UFSC, bem como por pessoas da comunidade externa.

O Madrigal da UFSC foi criado em 2009; o projeto tem por objetivo fomentar e difundir a música vocal e instrumental, proporcionando aos músicos em potencial, que fazem parte dos cursos de graduação da Universidade, um espaço para desenvolverem seus potenciais artístico-musicais. Os projetos também visam divulgar a música erudita e popular, através de apresentações, e com isso incentivar a formação e a cultura local. Os alunos de graduação da UFSC que participam do projeto podem contar com o auxílio de uma Bolsa Cultura.

Esses grupos musicais são atividades permanentes do Departamento Artístico-Cultural (DAC), da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e são coordenados pela regente Miriam Moritz.

Apresentação do Madrigal da UFSC

Sobre a Regente

Miriam Moritz é natural de Florianópolis (SC), formou-se em música pela UDESC, em 1987; em 2003 finalizou seu curso de especialização em musicoterapia pela UNISUL; em 2014 concluiu o curso de mestrado pela UFSC com pesquisa sobre Música Brasileira.  Antes de ingressar na UFSC, permaneceu por cinco anos na Europa, onde atuou como flautista em diversos locais de Portugal e Espanha. Aprovada em concurso público, é regente do Coral da UFSC desde 2004.

 

O encontro de corais

O primeiro encontro de corais em Alfredo Wagner ocorreu em 2003, um ano após a fundação do coral municipal, numa ideia proposta pelo maestro José Acácio Santana que, na época, quando atuava como regente do Coral da UFSC, realizava um trabalho de difusão do canto coral em várias regiões do estado. O primeiro encontro reuniu os quatro coros que havia no município e mais dois coros de cidades vizinhas.

Alguns distritos do município realizavam encontros locais, que depois passaram a ser realizados no âmbito da cidade, pois envolviam mais de um distrito. Juliano Wagner, o atual regente do Coral Municipal de Alfredo Wagner, desde 2003 vem realizando encontros de corais na cidade, em uma ou mais localidades. A partir de 2010, os encontros de corais passaram a ser realizados na sede do município, mas houve anos em que ocorreram três encontros anuais no município – um em cada comunidade em que havia coral misto.

Segundo os organizadores do evento, os coros convidados manifestavam seu contentamento e muito contribuíram para a sua divulgação. O regente Juliano Wagner, coordenador geral das 13 edições dos encontros, sempre primou para que a receptividade fosse primorosa e, sobretudo, que a farta culinária alfredense fosse apresentada aos convidados, na forma de faustosos cafés coloniais, almoços e jantares. “Os visitantes têm que levar a seus lares uma boa impressão de nossa terra” – diz Wagner.

Com o passar dos anos, municípios mais distantes foram se fazendo representar por seus coros. O evento abrange todas as regiões do estado. De modo geral, os encontros em Alfredo Wagner são grandiosos: em várias edições, já reuniu mais de 20 coros, trazendo ao município milhares de cantores.

O 13º Encontro de Corais de Alfredo Wagner aguarda 16 corais com a participação de 427 cantores.

 

Serviço:

O quê: Concerto do Coral e do Madrigal da UFSC no XIII Encontro de Corais de Alfredo Wagner.

Onde:  Salão Paroquial, ao lado da igreja Matriz Senhor Bom Jesus, Centro, Alfredo Wagner (SC)

Quando: 26 de agosto de 2017, sábado, às 16 horas

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Paulo Marcos de Assis/Estagiário de Jornalismo/DAC/SeCArte/UFSC, com informações dos organizadores.

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